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| Porto Alegre, sábado, 4 de fevereiro de 2012 ... |
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Os mais recentes acontecimentos envolvendo as dezenas de mortes no trânsito e o acidente que vitimou a jovem promessa colorada Mahicon Librelato, reacendeu a velha discussão envolvendo o trânsito, que tem consumido importantes espaços na mídia gaúcha. As reportagens despertaram novamente as polêmicas sobre os responsáveis por estas tragédias. A Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, cansada de assistir polêmicas como essa serem despertadas depois de cada final de semana trágico vem a público manifestar sua opinião sobre os acontecimentos. As Montadoras e Revendedoras Para não iniciar pelo governo como fazem todos quando o assunto é trânsito vamos começar pela iniciativa privada, que para vender seus possantes veículos utiliza-se do incentivo à velocidade como instrumento de sedução de jovens desavisados e necessitados de alto afirmação. Pois, através de propagandas que incentivam a velocidade e o culto ao automóvel despejam nas ruas e avenidas veículos e motos que alcançam velocidades muito superiores às permitidas pela legislação. As agências de Publicidade Quando falamos das campanhas publicitárias não podemos eximir da responsabilidade que os criadores de tais peças têm. Em 2002 assistimos no horário nobre duas propagandas aterrorizantes do ponto de vista educativo. Não são as únicas, nem as primeiras, e pelo visto não serão as últimas. Na primeira, o carro ia andando a uma velocidade suficiente para mover os moinhos de vento localizados a margem da estrada. Na segunda o veículo passava com tal rapidez que secava as roupas estendidas no varal à beira da estrada. O pior de tudo é que esta mesma propaganda foi considerada uma das melhores do ano. Tudo isso ocorre ao mesmo tempo em que o CONAR desenvolve uma campanha sobre a responsabilidade na propaganda. As agências têm o poder de influenciar seu cliente e podem sim influencia-lo positivamente. As Auto Peças e Lojas de Varejo Hoje é comum chegar a um supermercado ou magazine e encontrar equipamentos de segurança para crianças (cadeirinhas) além de outros acessórios para veículos. Porém esquecem que a cadeira de bebê é um equipamento de segurança e não um instrumento de decoração, portanto não poderiam vender equipamentos que não tenham sua eficácia comprovada por testes, sob pena de serem co-responsáveis pelos acidentes com crianças, pois os pais adquirem o equipamento acreditando que o mesmo garantirá a segurança dos filhos. E na maioria das vezes está sendo enganado, entretanto quando descobre o erro já é tarde demais. É preciso responsabilidade na venda de equipamentos de segurança para veículos. Senão, uma pequena batida pode ser fatal para a criança, mesmo no banco de trás. Os meios de Comunicação No Brasil os meios de comunicação constituem o quarto poder e na maior parte das vezes são muito mais influentes do que os governos e a iniciativa privada. Normalmente e não raro só se preocupam com a questão do trânsito quando ocorrem as tragédias e muitas vezes, por questões econômicas, são a vitrine para o incentivo e difusão da cultura do herói. É preciso também uma auto-crítica dos meios de comunicação sobre o seu papel social. Os Donos do Sistema (Governo) Não raro o Governo é o primeiro a ser responsabilizado pelas tragédias e como podemos avaliar, não são os únicos, porém na condição de "Donos do Sistema" são os principais responsáveis, pois cabe a ele investigar as circunstâncias e tentar evitar que ocorra novamente. Todos devemos entender que os acidentes de trânsito podem ser evitados e que não são obras do acaso. Chegou a hora de desenvolver estratégias eficazes de prevenção, que possam reduzir seu impacto sobre a saúde da população. A Solução O primeiro passo é ter humildade para saber que essa questão depende de todos e não achar que a solução está no outro. O trânsito é uma questão cultural, e desde a família até a escola, as empresas com seus funcionários e em seus comportamentos, os meios de comunicação e o cidadão comum devem abordar os problemas e gerar suas soluções. Acreditar que fórmulas milagrosas e isoladas podem resolver o problema é uma ingenuidade que está vitimando milhares de pessoas. É preciso de continuidade nas ações. Não adianta blitz na madrugada, uma vez por mês ou por ano, é preciso blitz todos os fins de semana e quem sabe todos os dias. Diza Gonzaga Publicado por assessoria de imprensa em 27/01/2005, às 18:00 |
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